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Comentário literário · Literatura

Estante brasileira | Lima Barreto e o país que não cabe numa idealização

Literatura | comentário, não notícia. Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, tem edição de 1915 preservada pela Biblioteca Brasiliana da USP. O romance também está disponível no…

Da edição de 09/10/2026. Datas dos acontecimentos são indicadas no texto.

Literatura | comentário, não notícia. Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, tem edição de 1915 preservada pela Biblioteca Brasiliana da USP. O romance também está disponível no portal Domínio Público, com referência à Fundação Biblioteca Nacional. Não é necessário conhecer previamente toda a história política do período para começar a lê-lo.

Leitura original, sem revelar o final. Policarpo leva muito a sério uma imagem ideal de seu país. O interesse do romance está no atrito entre convicção, instituições e vida cotidiana. O leitor pode observar como certezas bem-intencionadas encontram problemas que não desaparecem diante da vontade de acreditar.

A aproximação com o presente é uma pergunta de leitura, não uma equivalência histórica: quando uma imagem de sociedade impede alguém de enxergar quem está à sua volta? Personagens e situações podem tornar essa tensão mais concreta do que uma definição abstrata.

Um ponto de entrada. Comece pelo capítulo “A lição de violão”. Observe os detalhes que apresentam hábitos e relações sociais. Em vez de buscar imediatamente uma moral da história, acompanhe como o narrador constrói a distância entre o personagem e o mundo. A literatura pode ampliar o olhar justamente por não entregar uma resposta única.

Referência. Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma (1915). O comentário acima é da KoreNews e não reproduz trechos do romance.

Fonte: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin / USP, edição de 1915

Fonte: Domínio Público / MEC, obra de Lima Barreto

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